quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os Cinco Tipos Básicos de Cafajestes por Gabi Sikorski

cafajeste
ca.fa.jes.te
sm 1 Indivíduo de ínfima condição. 2 Indivíduo inútil, sem préstimo. 3 Vagabundo, valentão. 4 Biltre.

A cada esquina que eu ando me deparo com um tipinho que se enquadra nessa brilhantíssima definição do Michaelis.
Claro que alguns são apenas cafajestes em potencial. Mas calma amiga, a definição de cafajeste, ou nosso vulgo cafa, não fica por aí...

Vem comeego nos " Os Cinco Tipos Básicos de Cafajestes por Gabi Sikorski".


1-) O Cafajeste Sem Talento

Esse tipo de cafajeste, na verdade, é um tipinho. Porque é aquele homem que faz cagada, apronta mas não tem noção do que está fazendo. Vai por mim amiga, sei bem do que eu estou falando.
Ele é daqueles que gosta de você, te trata bem, leva você pra jantar na casa dos avós dele, faz de conta que não tá nem aí pra ex namorada baranga que fica atormentando a vida de vocês. Fala que te ama, principalmente quando está bebâdo! Nooooossssa, quando ele está bebâdo você é absolutamente
TUDO na vida dele! Ele te ama em cinco minutos, mas nos outros cinco, quando a ressaca passa ele não sabe o que quer. Então ele começa a voltar a falar com aquela coisinha que ele chamava de namorada, começa a dar trela pros antigos casinhos dele e quando você percebe, uma semana depois que vocês terminaram, ele tá com outra! COMASSIM NÃO ESPEROU O DEFUNTO ESFRIAR GEEEEEEEENTCHY??????? ELE É UM CAFAJESTE, você diz. Sim ele é um cafajeste, mas um Cafajeste Sem Talento!


2-) O Cafajeste da Balada

Esse é daqueles que você esbarra com cinco dele a cada cinco minutos na sua noitada de sábado. É, normalmente aquele bonitão sem cérebro que te lança aquele olhar, tem aquela cantada super criativa, faz você se sentir o centro das atenções da noite. Óbvio que seu ego chama por ele, afinal a barangada da balada tá toda querendo pegar ele, mas, olha só ele tá insistindo fortemente na sua beleza, amiga! SI JOGA! Ok, você se joga, pega ele, e ele como um bom cafajeste tem uma bela pegada. Daí ele lança aquela " Vou no banheiro gata, não sai daí!". Dá uns dez minutos que o bonitão não voltou, você vai conferir se ele não morreu no banheiro e veja só, que surpresa: ele tá pegando outra na porta do banheiro! Quanta originalidadche, hein amico? Mas enfim, o nome já diz Cafajeste da Balada.


3-) O Cafajeste Romântico

TODAS ADORA ESSE TIPO! Vai falar que você resiste bravamente ao charme e elegância desse tipo que, cá entre nós, já marcou, pelo menos uma vez a vida de nós, mulheres? DUVIDO!
Esse cafa não precisa ser lindo, pode ser charmoso, mas quando ele é charmoso ele garante todas as ourtras qualidades que ele não tem! É daqueles que te liga, que dá presentes lindos, gasta uma bica com você em restaurantes, barzinhos porque ele que paga sua conta. Faz programas cheios de mimimi's com você, como cineminha, passeios culturais, filminho+pipoca+edredon, te chama de amor e você juuuuuuura que é verdade. De muito bom gosto, o cafa romântico sabe se vestir, curte uma boa música e frequente ótimos lugares. Você lá, toda apaixonada, néam? Eu sei, eles são difíceis de resistir. Mas não se esqueça, que como você ele tem mais de mil na agenda. E também leva todas elas no cinema, no restaurante, abre a porta do carro, chama elas de amor. Não se iluda meu bem, ele pode ser romântico e fofo, mas ainda sim é cafajeste.


5-) O Cafajeste Enrustido

Bom moço, namorado exemplar, filhinho da mamãe. Gracinha, bonzinho, inteligente. Amor dos sonhos. Sim, é ele. Mas quando você MENOS espera, ele vai lá e PÁ! Mete um gigantesco xifre em você com a sua melhor amiga, que diga-se de passagem, é uma vaca por fazer isso! E você fica roxa de ódio mas ao mesmo tempo atordoada. Como você nunca percebeu que ele era asssim, ele era tãoo... Pois é, benhê, o nome do fulano diz tudo ENRUSTIDO. Tava esperando só uma brechinha sua pra ele mostrar a verdadeira cara de pau dele! Cretino!


5-) O Cafa Original

Lindo, cheiroso, gostoso, me-joga-na-parede-me-chama-de-lagartixa-oe, bom de cama, cheio do sex appeal, é daqueles que por mais que você saiba que ele é O CAFA, você não tá nem aí. Pega memo, não se apega, porque vocêNegrito sabe que ele não vai te ligar no dia seguinte, então você aproveita beeeeeeem quando tá com ele. Normalmente esse cafa é o primeiro que você liga quando teNegritormina seu namoro, porque é deeeeele que você tá precisando!!! E mesmo que ele apronte, você tá bem ciente que ele é assim,então não se apavore. Tenso mesmo é quando a criatura pega O CAFA e jura que ele é o príncipe... daí, como diria minha ídola @katylene : TODASCHORA!!!


Bom, minha leitora amiga, vou ficando por aqui. Se você conhecer mais algum outro tipo, me manda por comentário ou me fala, é sempre bom a gente estar alerta e ligada nesses tipinhos. Maaaaaaaaaas, vamocombiná que tem alguns deles que fazem a nossa alegria! Hahahahaha.

Beijos e juízo nessas cabeça de chicaca!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sabe...

Você me disse "eu faria tudo de novo". Mas como seríamos nós nos dias de hoje?
Será que aquele amor sobreviveu ao tempo, aos relacionamentos que vieram depois de mim, de você, ao que não vimos, ao tempo que ficamos sem nos ver, sem nos falar?
Várias vezes eu sonhei com você, várias outras vezes eu bebi muito e quis te ligar. O seu número ainda permanece na minha memória tão vivo e límpido como o seu rosto. Os dias passam, você quase some, mas quando chega no fim da tarde e eu olho aquele céu cinzento, quando o ar gelado toca a minha face como costumava tocar naqueles dias em que eu amava você, eu sei que vou seguir ligada, de certa forma, a você pelo resto dos meus dias.
Parece que uma linha imaginária liga meu coração ao seu, minha alma a sua, numa conexão muito mais profunda do que eu imaginei existir e muito mais forte do que eu gostaria.
Sabe, nesses meus últimos relacionamentos, secretamente eu comparei eles a você e você, apesar de todos os seus defeitos, parecia ter o maior amor do mundo dentro de si. Coisa que eu não achei em mais ninguém.
Você me fez imensamente feliz mas também muito triste. As minhas emoções e meus sentimentos mais intensos eu vivi ao seu lado.
E parece mesmo que eu tive que ficar sozinha mais uma vez pra olhar pro meu lado, não ver ninguém, fechar os olhos e querer estar com você.
Querer ser feliz como eu fui. Querer ver você sorrir, fazer você sorri como antes.
Meu Deus, isso nunca vai passar? Por que?
Os anos se vão e eu me pergunto: será que você pensa em mim como eu penso em você?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tatuagem

Os rostos de todos os outros perderam as linhas, as cores e o sentido.
O seu rosto continua vivo, com todos os detalhes, com o seu sorriso tão singular e todas as músicas que ele traz.
Quando me vejo no meio desse lixo todo, dessa vida vazia e sem amor eu me lembro do seu sorriso. Você se foi, eu me fui, aquela aliança nem existe mais. Eu joguei tudo fora. Mas você fica. Você permanece. Como uma rosa que brota no meio do deserto, uma criança que sobrevive a um terremoto devastador. É maior que a minha vontade de te esquecer.
E eu sigo todos os meus dias com a sensação que eu posso me apaixonar trezentas vezes, posso me casar umas quatro vezes e nunca será como foi com você.
Você é a minha tatuagem mais profunda. Desde aquele dia frio, parece que eu sabia que estava fadada e levar você comigo o resto da minha vida.
Mesmo com todos os nosso erros, com toda a bagunça que a gente deixou por aí, com toda a decepção que houve, havia alguma coisa maior ali e naquele tempo eu podia jurar que iria me casar com você, ter duas filhas e passar os restos dos meus dias ao seu lado.
Sim, eu tinha a mais absoluta certeza disso.
E ela se desintegrou, assim como a prata daquele colar escureceu e as páginas do Neruda passaram a cheirar mofo.
E nesses dias mais difíceis, onde as pessoas são duras e não existe amor, eu ouço aquelas velhas músicas, me transporto para um tempo onde elas tocavam e nós estavamos caminhando juntos, olhando na mesma direção, com os corações batendo no mesmo ritmo.
Posso até perder a memória, mas eu nunca vou esquecer de você.

Telefonema

Foi então que Esther chegou em casa e viu que mesmo tendo Vênus alinhado à cabeça dele, não dariam certo. Muito embora esse não fosse o objetivo, havia ali na sua frente uma resposta bem clara.
Ela havia deixado ele tirar os sapatos e por os pés em sua cama. Havia deixado ele beber e até fumar se quisesse, porque na verdade ela só queria alguém pra dividir o cigarro depois, pra passar suas noites vazias e não ter que se preocupar no dia seguinte. Um amigo que a ouvisse mas que soubesse perceber com um pouco de sensibilidade os momentos em que ela pedia silêncio com os olhos. Mas Lauro era o tipo de pessoa que costuma jogar o que ela dizia contra ela mesma, em suas brincadeiras sem graça.
"Não lhe digo mais nada."
E depois que fumaram uns dois cigarros ali na varanda do pequeno apartamento dela na Mooca ele sorriu e disse:
- As vezes eu sinto saudades de você.
Mas naquele dia que ela quis ele ali perto, muito perto, como não se pode ficar mais perto do que daquele jeito, ele pouco fez e foi buscar qualquer outra coisa.
Ela não se importava das outras mulheres dele. Não se importava, mas ele andava esquisito e Esther já havia percebido que tinha outra coisa atrás do olhar dele. Ela também tinha amigos e nem por isso era como aquela relação.
Então acendeu outro cigarro enquanto o telefone tocava.
Não atendeu.
Tocou mais umas três vezes e parou.
Deitou-se em sua cama e olhou pro lado. Lembrou-se de como ele poderia ser estupidamente encantador em um dia, e das vontades que ela tinha em jogá-lo pela janela as vezes.
Como numa incógnita, ela não sabia o que sentia por ele e naquela noite dormiu sem tentar descobrir.
O telefone tocou mais duas vezes e ela não atendeu.


domingo, 8 de maio de 2011

Para o Maior Amor De Todos: MINHA MÃE

Eu queria que você desculpasse a minha ressaca de hoje e as vezes nessa semana que eu disse que ia ficar 20 dias sem voltar pra casa. Eu erro feio, mas sabe uma vez você escreveu meu discurso de formatura e tinha uma frase nele que dizia que não é fácil pedir colo depois que a gente cresce. E não é mesmo.
Assumir algumas posturas e tomar certas atitudes que antes eram suas me fazem perceber que eu cresci mesmo, que eu tenho que ajudar você e que existem dois pequenos aqui que também precisam que eu assuma essa postura mais madura, mais crescida.
Mas você, você é o pedaço mais sincero, puro e lindo de Deus na minha vida, você é a coisa mais maravilhosa que existe e com uma capacidade de amar que não é deste mundo. E assim eu sei que você vai perdoar minhas crises, meus chiliques e todas as burradas que eu faço procurando acertar a minha vida.
A coisa mais difícil de ir embora toda segunda é viver cinco dias longe de você. Eu não sei mesmo como eu consigo sobreviver cinco dias da minha vida por semana longe de você. Eu devo ser mesmo muito burra ou muito corajosa pra conseguir isso.
Mas tudo que eu faço é procurando fazer o melhor com o que você me deu, seja amor, educaçao e as oportunidades.
Tentar agradecer você num simples texto não seria possível, mas eu queria começar agradecendo a oportunidade da vida que você me deu.
Me receber no seu ventre tão nova, com tantas incertezas, sozinha praticamente, não deve ter sido nada fácil. E mesmo assim você disse SIM pra mim e faz até hoje, a cada dia com que eu me sinta a pessoa mais amada e de mais sorte no mundo!
Obrigada por ter me perdoado de verdade por todas as decepções que eu fiz você passar.
Obrigada por ter acreditado em mim quando não havia mais ninguém.
Obrigada por ter visto amor onde as pessoas só viam espinhos.
Obrigada por ter me dado inúmeras oportunidades de ser feliz.
Obrigada por ter me dado dois irmãos maravilhosos e que eu amo tanto.
Por ter escolhido pra você o melhor companheiro que você e nós poderíamos ter.
Obrigada por ser a personificação do Amor Maior de Deus na minha vida.
Por me apoiar, por me abraçar quando nada mais faz sentido, por me dar sua força, por me transmitir sua serenidade, por ser a maior, a mais linda e a mais perfeita MÃE DESTE UNIVERSO.
Deus me abençoou por todas as minhas existências quando colocou você no meu caminho!
E que essa seja mais uma vida de muitas que estaremos juntas, porque você é metade da minha alma, a metade mais bonita, mais verdadeira e mais cheia de amor que pode existir.
Palavras não são suficientes pra expressar meu amor por você e ele também não caberia em uma só vida!
TE AMO MUITO, MUITO MESMO!
OBRIGADA POR TUDO MEU MAIOR AMOR DE TODOS!
MINHA MAMÃE!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Labirintos confusos de si mesma

- Você só sabe reclamar!
E bateu a porta na cara dela.
Mais uma vez estava sozinha e sentiu-se triste. Não era esse tipo de reação que ela procurava nele. Não precisava de suas críticas, de sua falta de sensibilidade, de seu descaso e de portas na cara.
Precisava de alguma coisa que ele não quis dar e era tão pouco o que ela precisava. Não era amor, não era nada. Era só um bom ouvinte, alguém que pudesse compreendê-la ou tentasse ao menos.
Não podia procurar ajuda nele. Tinha que encontrar equilíbrio dentro de si mesma. Muito embora ele parecesse muito amigo, mas naquele momento não se dignou a ouví-la. Fechou a porta e foi embora.
E ela tinha que se virar com seus pedaços dentro dela mesma.
Mas como buscar ajuda dentro de si, equilíbrio e serenidade quando os próprios sentimentos e os planos se misturam e não saem do lugar, quando as emoções se confundem, quando passado quer se fazer presente e no presente você se coloca uma mordaça e finge que está tudo bem. Como se equilibrar na corda bamba quando o que vem a frente parece nebuloso e não dá coragem de andar.
Como querer ir embora sem saber pra onde ir, sem ter um lugar que se possa chamar de seu?
Viver fazendo de conta que nada aconteceu, que o coração nunca foi maltratado, que ninguém nunca existiu, apagando vestígios de si mesma pelos caminhos. Quanto tempo mais lhe restaria para sobreviver a sua vida? Tudo nela parecia tão mal resolvido, poderia ser feliz um dia? Poderia ter um amor e serenidade? Isso seria possível. Diante de tudo aquilo parecia mais uma ilusão que afundaria num copo de vodca e viraria utopia.
O mundo ficou apertado, quase não pode respirar. Correu e pegou o seu caderno. Um de muitos que ela guardava debaixo do colchão.
Pegou sua velha caneta Mont Blanc e começou a escrever.
Algumas lágrimas manchavam as páginas, mas aos poucos iam cessando.
As palavras e a escrita eram suas melhores companhias.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A menina dos óculos vermelhos

Decidiu que iria sozinha. Queria muito ver aquele filme, mas queria ainda mais sentir aquela sensação que só aquele lugar lhe dava.
Avenida Paulista era seu destino. Então ela foi.
Quando chegou sentiu o sorriso invadir seu rosto. Parecia uma criança num parque de diversões. Sorria e quem passava não sabia porque aquela menina de roupas longas e escuras sorria sozinha.
Respirou. Suspirou. Aquele lugar tinha cheiro de liberdade.
Olhava para as pessoas, veja como as pessoas são diferentes. Queria viver ali, passar dias e horas ali. Queria levar seus filhos passear ali. Amava aquele lugar.
A saia cinza se fundia com o asfalto e a atmosfera. Atravessou a rua quase que correndo e teve vontade de correr pelas ruas pulando, como faria uma criança num parque de diversões.
Foi ao shopping, logo comprou o bilhete do cinema. Estudante paga meia. Ufa. Menos um gasto.
Ficou andando pensando no que iria comer. Temaki! Hot roll! Hummm. A moça do caixa era uma graça, muito simpática. Então pensou que existem muitas pessoas boas e gentis no mundo.
Andou, faltavam alguns minutos para começar o filme.
O coração se lembrou. Era evidente que ela não podia esquecer alguns de seus dias mais felizes naquele lugar. Não podia fazer de conta que seus pés não conheciam aqueles pisos com outros pés ao lado dos seus. Por algum tempo caminhavam juntos na mesma direção.
Era fato que se lembraria dele naquele lugar. Mas também não poderia esquecer dela mesma. Respirou. A vida vem e a vida vai assim como as pessoas. E se lembrou que fora ali que pisara sozinha pela primeira vez desde que saiu de casa buscando uma sensação de liberdade. Aquele lugar lembrava a ele, mas lembrava a ela, principalmente. O sonho concretizado. Estava ali mais uma vez embaixo de seus pés. Solo sagrado do coração dos paulistas. E ela, a menina de longe podia pisar ali.
Tão logo o filme ia começar. Foi até a sala pensando que não fosse ver ninguém, afinal, segunda-feria 15:15 ( que belo horário), quem estaria no cinema?
Para sua surpresa, tinham mais umas seis ou sete pessoas na sala. Sentou-se na fileira do meio, três ou cinco cadeiras longe de um moço que ouvia música. Havia comprado um chocolate para lhe fazer companhia. Afinal, nunca havia ido no cinema sozinha, então a insegurança pedia algo doce.
O filme começou e logo terminou. Passou rápido e foi lindo. Ela amou.
Saindo de lá foi na sua adorada Livraria Cultura. Andou, andou, subiu e desceu. Folheou páginas, quis comprar livros mas precisava voltar. Mas antes foi ao Starbucks.
Era a primeira vez que ela ia ao Starbucks sozinha. Muitos limites superados para alguém que sempre viveu apoiada na companhia de alguém.
Pediu seu café e levou uma leve cantada do mocinho do caixa, que por sinal era bom bonitinho. Pegou o café e sentou-se. Comeu seu pão de queijo. Bebeu o café e levou o resto dele para passear consigo. Que amor que ela sentia dentro de si.
Amor por quem seria? Pensou e entendeu. Era amor pela Vida, por ela e pelas coisas boas que Deus na sua inifinita bondade proporcionava a ela.
Estava aprendendo a andar sozinha, a conviver consigo mesma, a enfrentar o medo da solidão e os fantasmas do silêncio. E num suspiro ela olhou para o sol que se escondia atrás dos prédios, num céu alaranjado e frio. Num fim de tarde na Avenida Paulista havia uma menina de óculos vermelhos, casaco preto e saia cinza que olhava para o horizonte de pedra e raios de sol e sorria enternecida com o seu dia tão seu.
A vida era sua, o momento era seu e ela se faria ser feliz.