quinta-feira, 31 de março de 2011

Hoje

Hoje eu quando eu cheguei em casa e vi as luzes apagadas eu só quis um colo.
Um colo pra me desacelerar desses dias tão agitados que mal posso respirar. Que me faça desconectar dessa atmosfera caótica, que tire minha tomada do 220, que desligue o meu piloto automático.
Alguém que estivesse me esperando chegar.
Alguém que sorrisse ao me ver em pé na porta, mesmo que acabada.
Alguém pra me fazer carinho mesmo comigo cansada, sem muita força física pra retribuir.
Alguém pra me agradar com um chocolate, ou deitar comigo na cama só pra falar de nada.
Alguém que entendesse que se estou meio quieta e porque estou cansada, que ria do meu rímel borrado e que me afague se eu quiser chorar por nada.
Hoje eu só queria um colo, um abraço que me trouxesse calma, um beijo que me desse uma gota de paz. Só uma gota, pro mundo girar mais devagar e a respiração acalmar. Pro coração bater num ritmo tranquilo pelo menos por alguns segundos e depois adormecer.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Trato

E ele queria dizer a ela como se sentia, mas toda vez que tomava coragem, lembrava-se de que tinham um trato, um trato que não foi dito, nem feito por nenhum tipo de palavra, mas por ações e atitudes que os levaram a selar aquele trato, naquelas condições.
Ele queria dizer a ela que os sábados sem ela pareciam menos coloridos, que ficar bêbado longe dela não tinha graça, que o misto quente que ela fazia tinha ganho mais sabor nos últimos tempos.
Ele queria dizer que a estrada havia encurtado todas as vezes que ela esteve no carro com ele, e queria dizer também que ela podia usar a toalha dele, que o cheiro dos cabelos dela era o melhor do mundo e que ele achava muito engraçado as tentativas dela em pentear os cabelinhos curtos dele.
Ele queria dizer que o pijama dela era o mais fofinho, muito embora ela tenha tirado sarro algumas vezes e de como era bonito vê-la sentada frente ao computador, compenetrada, escrevendo alguma coisa que lhe ia na alma.
Ele queria dizer que as baladas alternativas só tinham graça se ela fosse junto, que apanhar dela no vídeo game até era legal porque isso a fazia escancarar aquele sorriso tão sincero que só ela tinha.
Ele queria dizer que muito embora ela não gostasse de cozinhar, a abobrinha na manteiga que ela fazia era uma delícia e até aquele brigadeiro queimado que ela tentou fazer uma vez ficou bom.
Ele queria dizer que ficou acordado muitas vezes só pra vê-la dormir e respirando fundo, e por alguns minutos ficou se mordendo de curiosidade de saber com quem ela estava sonhando.
Ele queria dizer que ela era sexy, que ela o deixava maluco
Ele queria dizer que ele achava muito engraçado o fato dela ter paixão por soutiens e não tirar os brincos quase nunca.
Ele queria dizer que ela era a mulher mais linda do mundo de óculos e que o cinema tinha passado a ser um dos lugares preferidos dele.
Ele queria dizer a ela que adorava ficar caçando promoções no sites de compra coletiva pra arranjar alguma coisa pra fazer no final de semana.
E que as longas conversas não existiam sem ela...
E que as madrugadas sem aquele corpo quente era muito mais frias...
E que ele já sentia ciúmes de tudo...
E que tudo nela era lindo, cálido e sonoro, a voz, o riso, o olhar, o toque, o beijo, as mãos...
E que parecia que finalmente ele tinha encontrado alguém pra sorrir junto, olhar junto na mesma direção, beber junto, dormir junto, querer junto...
E que parecia que ele tinha se aconchegado naquele colo que ele procurava há anos e ali ele esquecia de tudo de ruim e tinha coragem de ser o que era sem máscaras, e desacelerava na respiração profunda dela...
E que todas as mulheres do mundo não tinham mais graça...
E que ela não lhe saia nunca mais dos pensamentos...
Ele queria dizer que gostava muito, muito dela...
Mas ele tinham um trato. E ele não ousou quebrar por medo de perdê-la. Mas o que ele não sabia que ela também queria dizer muita coisa a ele.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sábado, 5h38

Ela tinha bebido demais e já estava andando sem saber pra onde ia. Mal podia se equilibrar no próprio salto. Na verdade não podia se equilibrar na corda bamba da própria vida.
Ela saiu daquele lugar sozinha, sem ao menos se importar se sua roupa chamaria atenção demais áquela hora na rua. Andava contra o vento, com a última garrafa de cerveja na mão. Não sabia onde estava indo, mas o destino sabia para onde levá-la.
Ele, em contrapartida, tinha saído de casa pra comprar alguma coisa pra comer. Tinha acabado de chegar do trabalho, estava exausto e não tinha nada na geladeira.
Quando seus olhos a viram ele imediatamente parou o carro.
- Lola!
Ela parou e com o olhar baixo, tentou identificar quem era.
- Lola, vem aqui.
Ela aproximou-se do carro.
- O que você tá fazendo a essa hora sozinha na rua?
- Não sei...
- Entra aí, eu te levo pra casa.
- Não quero ir pra casa. - e saiu andando.
- Lola! Vem cá!
Ela parou e olhou de novo.
- Vamos dar uma volta então.
Ela continuava olhando pra ele. Ele desceu do carro. Pegou uma blusa no porta-malas , chegou perto dela, cobriu suas costas e seus ombros, e levou-a até o carro. Ela apenas seguiu os movimentos dele.
Ele deu partida no carro sem questionar muito. O cheiro de cerveja já explicava muita coisa.
- Tá com fome?
- Acho que sim.
- Vamos comer alguma coisa?
- Mas eu não quero descer em lugar nenhum.
- Tudo bem.
Ele passou numa padaria, pediu pra ela esperar no carro. Quando ele voltou, ela dormia. Ele sorriu sem perceber. Ela era mesmo muito linda.
Levou-a para seu apartamento.
Acordou-a chegando lá.
- Vem, Lola.
- Onde eu tô?
- Na minha casa, vem.
- Tá.
Ela desceu abraçada nele. Apesar do cheiro de cerveja o perfume dela era estonteante.
Subiram e ele sorriu.
- Vem comer.
- Tá bom.
Sentaram. Estavam comendo quando ela disse.
- Tá passando...
- O que?
- Minha bebedeira.
- Ah é? - ele riu.
- É...
Pausa.
- Que bom que você me achou, nem sabia pra onde eu estava indo.
- Você é doida de sair sozinha na rua desse jeito.
- Você é lindo.
Ele corou.
- Não, não estou dizendo isso porque estou bêbada. Você é lindo mesmo.
- Você é linda. Até com essa cara de ressaca.
- Daqui a pouco vai amanhecer, preciso ir embora.
- Você disse que não queria ir pra casa.
Ele ficou quieta. Terminou de comer, levantou-se e encolheu-se no sofá dele. Ele foi atrás e sentou-se ao lado dela.
- Que foi?
Ela não disse, só se aconchegou do lado dele e chorou baixinho.
Ele não falou, apenas abraçou-a, aconchegando-a ainda mais, enquanto passava a mão pelos cabelos dela.
- Independente do que esteja acontecendo com você, vai ficar tudo bem, tá? Se você quiser conversar, pode se abrir comigo.
- Eu não sabia pra onde eu estava indo, mas agora, com você perto de mim desse jeito, eu tô começando a achar que foi um anjo que me guiou até você e você até mim.
Ele abraçou-a, beijou os cabelos dela.
- Acho que foi Deus mesmo. - ele disse.
Ela dormiu no colo dele. Mas ele não conseguia dormir. Uma estranha força não o deixava tirar os olhos dela. E mesmo com a maquiagem borrada e o cheiro de cerveja, a cada minuto ela parecia ficar mais bonita, e as cores nela pareciam estar mais vivas. Ela era mesmo muito linda.
Algo crescia dentro dele e foi tomado de uma profunda paz. Fechou os olhos e adormeceu. O sono mais tranquilo de sua vida. Nada poderia romper aquele instante. O instante onde o amor nascia. no sábado, às 5h38.

Entorpecência

Ela tinha os cabelos metade presos e metade soltos. A fita bordô contrastava com a tonalidade trigo de suas madeixas.
Os olhos pintados sem exagero e as bochechas levemente vermelhas, culpa de dois cálices de um vinho tinto que haviam lhe servido.
Haviam muitas pessoas bonitas naquele lugar, mas aos olhos dela todos pareciam iguais.
Todo mês seu pai fazia essas pequenas reuniões e convidava os notáveis para a degustação do resultado de suas imensas vinhas. E nessas reuniões sempre vinham os 'bons partidos' como sua tia costumava dizer. Mas ela sorria sempre um sorriso gélido para todos aqueles babacas e suas espadas enfeitando ainda mais sua covardia.
Não, aqueles não seriam bons partidos para ela.
Queria mais que um rosto bonito e uma bela casa em Paris. Queria mais que jóias, roupas e uma casa nos campos de Vergy.
Queria alguém com quem pudesse conversar e que ao mesmo tempo a pudesse compreender pelo olhar. Queria olhos profundos e um sorriso enternecedor. Queria se apaixonar por alguém que estivesse fora dos livros que ela tanto lia.
Mas as pessoas reais eram tão mornas ou tão excessivas que ela se cansava.
Levantou-se, fitou o salão com os olhos. Naquele dia, especialmente, ela sentia que tinha que seus olhos estavam procurando alguém.
Andou, sorriu um ou dois sorrisos forjados e parou próxima a porta.
Olhou de novo pelo salão. Virou-se para ir ao jardim, mas de repente virou-se novamente para o salão. Quem era aquele que puxou seu olhar como um imã?
Franziu a cara pra poder ver melhor quem era ele, e parou.
Como não o tinha visto entrar? Como aquela beleza e aquele rosto tão vivo não haviam lhe chamado a atenção antes.
Deveria estar tão preocupada em condenar todos ali com seu olhar, que se perdeu dele por instantes. Mas felizmente ela o havia achado.
Quem era ele? Naquela reunião íntima de seu pai e notáveis da França, ele não deveria ser alguém muito distante.
Ela decidiu se aproximar para vê-lo melhor. Andou delicadamente, fingindo não se importar com nada. Mas a cada passo que ela dava seu coração disparava.
Deus, quem era ele?
De repente ele também franziu a sombrancelha e olhava para ela. Ela tentou resistir aqueles olhos, mas eles a olhavam com tanta profundidade que por um momento sentiu-se despida.
Aproximou-se. Ele sorriu.
- Por Deus, não posso acreditar que é você!
- Nem eu! - ela abriu um imenso sorriso.
E nenhum dos dois acreditava que estavam ali. Mal se falavam antes, mas naquela noite fatídica de março, onde todos já estavam embriagados, eles encontraram a entorpecência nos olhos um do outro. E nada podia tirá-los daquele estado sublime de encontro inesperado.
Depois daqueles segundos encantados teriam muito que conversar. E se olhar...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ela Também Não Está Tão Afim de Você

Todas as minhas amigas viviam me falando sobre um filme que era O FILME que todas as mulheres deveriam assistir, o famoso " Ele Não Está Tão Afim de Você". Tive curiosidade, mas não fui atrás pra assistir. Até que um belo dia, passeando pelos canais da SKY eu me deparo com o filme. Estava começando e eu não tinha nada melhor pra fazer mesmo, decidi assistir.
PÁ! Como diria @katylene. Aquele filme é um chute no saco que as mulheres não tem. Um baldão de água fria na sua maquiagem recém feita. Uma chuva torrencial na sua chapinha quando você está chegando na balada. É o que você insiste em esconder de você mesma, o que você se recusa a acreditar traduzido em histórias de mulheres que, no decorrer do filme, você se identifica muito! Pelo menos eu e todas as mulheres que eu conversei a respeito desse filme.
Mas não é pra fazer propaganda do filme que eu estou escrevendo esse post, mas pra falar da situação inversa.
Ok, mulheres se iludem, esperam o cara ligar no dia seguinte, acham sinais e evidências onde não tem, mas vocês devem concordar comigo, principalmente você, minha leitora amiga, que isso não é exclusividade do comportamento feminino.
Quantas e quantas vezes, você, minha leitora amiga, não quis morrer de raiva depois que o carinha da balada quis casar com você?
Porra meu, como é difícil entender que as vezes, nós, mulheres, também só queremos vocês, homens, por uma noite só. Que no dia seguinte não tem ligação, que no final de semana seguinte a gente não quer ver vocês e que nós não queremos casar com vocês só porque parecemos aparentemente felizes com vocês na balada, na praia, ou em qualquer outro lugar do mundo.
E mais! Se a gente beijou vocês na balada, não quer dizer que a gente tá apaixonada ok? Quer dizer que você pode ter parecido interessante por alguns instantes e pode ter sigo legal em outros, mas é só isso. No dia seguinte é cada um pro seu lado. Não que isso impeça a gente de querer ficar outras vezes com vocês, mas isso também não significa muita coisa. As vezes, os relacionamentos começam assim, mas outras vezes nós não queremos mais do que alguém pra gente se divertir também.
O que vocês, homens, precisam entender é que a garota pode ser bacana, pode ser meiga, pode andar de mãos dadas com você na balada e tudo mais. Mas que no dia seguinte ela também tem a opção de não querer te ligar, nem falar com você.
Vocês tem que perceber que se ela realmente estiver afim de você, ela vai te ligar, vai te mandar uma mensagem, vai querer sair com você. E isso vai ser evidente e você vai saber se ela REALMENTE estiver afim de você. A gente, ou pelo menos a maioria de nós, quando está afim, demonstra, nem que seja um pouquinho. Mas nesse pouquinho você vai saber se é ou não é. E se for, será. Mas não crie caraminholas na sua cabeça, não veja amor onde não tem,você vai se frustrar!
Entenda que você não é excessão, não procure sinais onde eles não existem e saiba que ela não está afim de você. Ela não é a mulher da sua vida. Seis bilhões de pessoas no mundo, por que precisa ser necessariamente aquela que não quer saber de você, que não te dá bola, que não te liga, que não quer estender nada com você e nem marcar um novo encontro?
O amor não é assim, meu caro. Portanto, desencane e vá viver sua vida também.
Porque nós também temos sentimentos, escolhas e alternativas. E as vezes a gente não está tão afim de vocês.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Saudade de mim

Ontem aquele sentimento bateu. Senti o coração quente, como se algo novo estivesse me rondando.
Pensei e tentei definir. Não deu. Mas sem pensar se definiu: era saudade.
Uma saudade gostosa, muito gostosa.
Daí veio o segundo passo, pensar de quem eu estava sentindo saudade.
Pensei. Tentei encaixar rostos na saudade pra ver se dava certo. Não era de nenhum daqueles rostos que eu sentia saudade.
E ela crescia dentro de mim... Foi quando se expandiu e eu percebi...
A saudade que eu estava sentindo não pertencia a ninguém, muito pelo contrário. A saudade que eu estava era de mim! Isso mesmo! Estava com saudade de mim! Uma imensa, bruta, quente e deliciosa saudade de mim!
Fazia taaanto tempo que eu não me deixava sentir falta de mim. Sempre procurando alguém pra ser o causador da minha saudade, agora eu me via com saudade... de mim!
E eu quis me abraçar muito forte e me perguntar " Por onde você esteve esse tempo todo? Por favor, nunca mais se perca de mim! Ter você do meu lado, dentro de mim é a melhor coisa do mundo!".
Triste pensar que de certa forma eu me deixei esquecer me preocupando de lembrar tanto de um, de outro...
E quando percebi essa saudade toda quis muito sair comigo, quis me levar pra jantar, quis me divertir e fazer todas as coisas do mundo! Quis me fazer feliz e descobrir mil mundos comigo!
Quis saber do que eu gostava, do que eu poderia gostar, onde eu gostava de ir e quantos mil lugares eu poderia me levar!
E de quem eu precisava mesmo? Ah sim, DE MIM!
Então eu fui fazer o que a gente costuma fazer quando quer matar a saudade da pessoa quando a reencontra e ela também quer matar a saudade da gente: fui dormir comigo.
Eu e eu mesma. Sem ninguém pra me atrapalhar, sem ninguém pra me acordar do meu sono comigo mesma. Sem ninguém pra me mandar ir mais pra lá, roncar na minha orelha, roubar meu cobertor. Naquela noite era eu e eu mesma. Mim, comigo. E só.
Ah, que saudade de mim que eu estava!

terça-feira, 15 de março de 2011

O menino da jaqueta de couro

Tudo bem se você achou mesmo que eu estava apaixonada por você. Essas minhas demonstrações intensas podem assustar e elas assustam mesmo.
Mas só pra deixar muito claro que eu não amo você, nem amei naqueles dias atrás, nem pretendo isso. Você só conseguiu trazer um pouco de encanto pra minha vida que pareceu tão desencantada depois que tanta coisa aconteceu.
Mesmo assim, não fico triste com o seu "tchau" tão gélido diante do meu "até logo" tão radiante.
Eu não espero mais nada das pessoas, eu faço por mim, pela sensação de ter meu coração aliviado depois de ter feito. Seja uma ligação que eu retorno mesmo sem necessidade, ou um encontro que eu proponho pra acertas as contas ou simplesmente algumas vinte e tantas páginas que eu escrevo pra alguém.
Eu não espero outra ligação depois da minha, nem um sorriso no encontro que eu propus, nem um abraço mais forte depois de entregar as vinte e tantas páginas.
Eu desliguei o telefone e meu coração estava aliviado. Eu voltei do encontro e meu coração estava aliviado. Eu entreguei as páginas e meu coração estava aliviado.
Não importa as reações. É claro que se elas se sobressaltarem, elas vão importar, mas se foram mornas, eu não me importo.
Porque no fim será sempre eu e meu coração. E é a ele que devo satisfações, é com ele que eu me entendo, é ele que eu carrego e que me carrega.
Tá tudo bem. Você só precisa entender de alguma forma que alguém que se conhece o suficiente pra agir seguindo o próprio coração, não vai tomar seu tempo nem ter atitudes de uma menina de dezesseis anos.
Mas tudo bem, a gente vai crescendo e você é tão jovem quanto eu.
Não me arrependo de uma só linha, nem de uma página, nem de nada que eu escrevi pra você. Sou muito honesta comigo mesma e espero que você saiba enxergar a verdade naquelas tantas palavras que eu escrevi com tanto carinho pra você.
Não me lembro de ter colocado tanto empenho e ter feito com tanta vontade um presente com as minhas próprias mãos. Apesar da sua frieza da última vez que nos vimos, você foi uma das minhas mais intensas e doces inspirações. Inspiração, que fique bem clara essa palavra.
Veio e foi tão rápido que mal deu pra sentir direito os efeitos teus, mesmo porque eles já passaram. Meteórico, assim como o Carnaval que já se foi.
Mesmo assim eu vou guardar comigo a cópia daquelas páginas e o cheiro da sua jaqueta de couro. Vai que num dia qualquer, dá vontade de escrever sobre você de novo...